O
CAMINHO – MÉTODO
Iniciado
em julho, o presente trabalho teve duração de 7 semanas, constando
as seguintes etapas: 1) preparação – obtenção de autorização
da universidade; preparação dos termos de autorização de pesquisa
e uso de imagem; primeiros contatos e aproximações (duração de 2
semanas); 2) observação e interação – ocorreu nos corredores,
nos horários de saída e intervalos do almoço (duração de 4
semanas); 3) entrevistas (duração de 2 dias); e 4) elaboração do
trabalho- relato (duração de uma semana).
Já
no período de preparação pudemos constatar a dificuldade imposta
para a realização do trabalho, quando os representantes da
universidade não queriam autorizar a convivência com os
funcionários da limpeza durante os intervalos de almoço e nos
corredores para a pesquisa. A justificativa para tal objeção foi
que atrapalharia o trabalho e o descanso destes trabalhadores/as que
fazem serviços “braçais”. Depois de negociar e insistir na
necessidade da observação interativa para uma pesquisa de dados
qualitativos, conseguimos a referida autorização. Este fato, não é
algo isolado, mas parte de um modelo de universidade limitada,
domesticada e que reproduz as relações de poder imperantes na
sociedade.
Por
parte da empresa prestadora de serviços pudemos notar uma extrema
preocupação sobre como seriam feitas as conversas, de modo que a
encarregada da limpeza foi destacada para me acompanhar de perto e
para fazer a devida orientação às moças da limpeza sobre como se
comportar na minha presença. Este fato ficou marcado pela frase da
supervisora “moço, temos que ter cuidado, porque essas
trabalhadoras gostam de reclamar. Se a gente der o pé elas querem a
mão”.
Diante
destas limitações conseguimos realizar as observações de forma
amistosa. Fui muito bem recebido pelas simpáticas senhoras da
limpeza e muito bem acolhido, mas sempre com olhares de desconfiança.
Foram vários encontros e conversas nos corredores, observação de
momentos de trabalho e descontração, para que enfim conseguíssemos
desenvolver aspectos importantes da observação, mas limitados pelo
fator tempo, desconfiança e repressão velada.
Mesmo
assim acreditamos que conseguimos manter contatos importantes, gerar
um desconforto nos órgãos da universidade e na empresa ao
questionar as relações de discriminação, distanciamento social,
construção de identidades inferiores e exclusão. Também
conseguimos apresentar para algumas destas trabalhadoras um problema
que para elas é algo normal, que as incomoda, mas que elas sentem
como seu lugar natural e inevitável.
Minha
simples presença entre elas, como aluno da universidade, no
refeitório dos “peões”, teve um impacto de transformar uma
atitude que deveria ser natural, mas que para elas parecia que eu
estava saindo do meu mundo de elite e descendo até o mundo delas,
simples serviçais.
Por
fim, acreditamos que conseguimos produzir um relato que poderá
contribuir para posteriores discussões, reflexões e continuidade de
um trabalho de luta por igualdade, direito à identidade e à
universidade como algo de todos/as. Espero que gostem e que de alguma
forma possa despertar alguns espíritos inquietos e solidários.
RELATO-CONVIVÊNCIA
PRIMEIROS
CONTATOS E O REGIME DE TRABALHO – UM RETRATO
Já
no primeiro dia em que fui ao refeitório, antes mesmo de obter a
autorização oficial, pude obter boas conversas com duas
funcionárias que trabalham no primeiro e no segundo andar do bloco
delta nessa visita informal.
Falamos
sobre suas origens nordestinas, que são minhas também, e isso
facilitou uma interação, pois pudemos falar sobre temas amenos e
trocar informações a esse respeito. Falei de minha intenção em
realizar a pesquisa e quais os motivos do tema a ser abordado:
contribuir para diminuir a distância, os preconceitos e questionar a
forma como estas identidades são tratadas no interior da
universidade, buscando transformar ou no mínimo gerar uma reflexão
sobre o assunto.
Logo
de imediato foram apontadas questões a esse respeito, fato que eu
busquei não aprofundar por se tratar de um primeiro encontro. O fato
do refeitório dos terceirizados e dos funcionários concursados
serem em locais diferentes foi citado, sendo o dos terceirizados na
área do piso inferior ao bandejão dos alunos. A própria separação
física, colocando as trabalhadoras terceirizadas em um piso
inferior, vizinho ao estacionamento e ao lado de depósitos de lixo e
descarga de caminhões, já sugere uma espécie de segregação.
Também
foi relatado que os funcionários se alimentam em outro espaço, não
tendo assim nenhum contato neste momento entre ambos, cada um tendo
espaço diferente de acordo com sua função na escala de trabalho.
Também ficou no ar uma relação de indiferença, inferioridade e
distanciamento entre estas duas categorias.
Quanto
ao trabalho realizado por elas foi possível observar se tratar de um
trabalho muito árduo e em condições precárias, talvez por isso a
extrema preocupação por parte da empresa, já que o nosso relato
podia aguçar reivindicações não desejadas.
Passaremos
ao trabalho realizado no bloco DELTA e ALFA 2, que se assemelham aos
serviços prestados nos demais blocos com algumas diferenças.
Trabalham nestes dois blocos cerca de 19 funcionárias que chegam à
UFABC através de transporte público, depois de terem acordado por
volta de 4 horas e muitas delas terem realizado trabalhos domésticos
antes de saírem de casa. Várias tem filhos pequenos, necessitam
lavar, passar, fazer comida, deixar almoço pronto, etc, ocasionando
uma dupla ou tripla jornada de trabalho.
Ao
chegar na universidade às 6h elas se trocam e vão imediatamente
realizar, com a tarefa de deixar nosso belo espaço limpo e impecável
até as 7h, horário que já começa a circular alunos e professores
que chegam mais cedo para estudar ou utilizar os espaços para outras
tarefas. Neste período, praticamente sem terem se alimentado,
realizam os seguintes serviços: limpeza dos banheiros, que são 18
sanitários por andar em um prédio com 4 andares, totalizando 72
sanitários; limpeza com pano úmido no chão; limpeza de todas as
carteiras, lousas, mesas e janelas; troca dos sacos de lixo; e
limpeza de todos os vidros com água e sabão. Além disso, nos
corredores limpam o chão, todos os armários, corrimões e escadas.
Depois
de realizarem todos estes serviços desgastantes elas têm uma pausa
de apenas 10 minutos para um café e depois retornam ao trabalho. No
restante do dia fazem novas limpezas necessárias e dão manutenção
para que o chão e os banheiros se mantenham sempre limpos.
Almoçam
em duas turmas, uma de 11h às 12h, e a outra de 12h às 13h. O
almoço é trazido de casa em pequenos potes de plásticos dos mais
variados. A empresa fornece vale-alimentação que pode ser utilizado
para compras no mercado. Caso elas optassem ou ganhassem o direito de
comer no bandejão a empresa retiraria o benefício do
vale-alimentação.
As
funcionárias terminam seu expediente às 15h e muitas ficam até
15h20 à espera de uma carona no fretado até o centro da
universidade. Outro dado importante é que mais de 90% destas
trabalhadoras são de origem nordestina e moram na periferia de São
Bernardo do Campo, sendo os principais bairros Vila São Pedro,
Alvarenga. Moram em casas com pouco espaço e pagam aluguéis que em
geral consomem boa parte do salário.
RELAÇÕES
E IDENTIDADES OBSERVADAS
Nesta
seção relatarei o que pude coletar acerca da identidade que chamei
de identidades invisíveis, termo utilizado por outros autores e
trabalhos que abordaram o tema. São relatos apenas superficiais,
devido a dificuldade encontrada e anteriormente relatada.
Pude
observar em primeiro lugar um sentimento de não-pertencimento destas
trabalhadoras em relação à universidade. Elas se sentem como
intrusas no ambiente acadêmico, pelo qual elas nem se interessam ou
sabem o que fazemos neste espaço. Se consideram simples serviçais
que estão aqui para realizar serviços braçais sem importância
alguma. Elas de fato não pertencem, nem são acolhidas por nós no
interior da universidade, são apenas uma espécie de trabalhadoras
domésticas no ambiente público e portanto são tratadas como não
pertencentes à universidade, afinal são terceirizadas.
Sendo
assim, a elas é negada a participação na identidade da
universidade e suas identidades são resumidas a seu grupo de
trabalho e ao serviço que realizam de forma monótona, cotidiana e
invisível. Não interagem com alunos, professores ou funcionários,
no máximo recebem um bom dia daquelas pessoas mais sensíveis, mas
muitas vezes são tratadas com indiferença e até com desrespeito e
arrogância como relatado nas entrevistas.
No
quesito arrogância, o grau parece seguir o da patente na
universidade. Sem necessariamente querermos generalizar, as
entrevistadas relataram que entre os professores a arrogância é
maior, de maneira que a maioria se relaciona com total indiferença,
não dando sequer um bom dia ou qualquer outro tratamento.
Porém,
mesmo em relação a alunos e funcionários a relação predominante
também é de indiferença. Agimos como se elas fossem algo fora do
padrão de cultura, um corpo estranho no cenário de nossa
“civilizada” comunidade.
Certamente
muitos podem achar um exagero, que essa é uma análise muito
radical, afinal não podemos ser tão ruins assim. Entretanto, é
este mesmo tipo de tendência a conciliar com erros e a suavizar os
termos que levam muitos a minimizarem as consequências do racismo,
da discriminação às mulheres e aos homossexuais e a advogarem que
vivemos em um mundo onde essas opressões não existem.
Além
da negação ao pertencimento, pudemos também notar a negação de
qualquer conhecimento sobre o que fazemos aqui. Afinal elas tem que
se por “no seu lugar” e já são orientadas a isso durante o
próprio treinamento que recebem das empresas: mantenham a devida
distância.
Perguntada
sobre o que ela achava que fazíamos na universidade, uma das
entrevistadas afirmou que achava que era medicina, pedagogia e
“advocacia”. E que eram coisas muito importantes, que a maioria
de nós era muito inteligente.
Esta
negação ao conhecimento simples sobre o que se passa na
universidade, o que fazemos, em que trabalhamos ou nos dedicamos, é
um reflexo da impossibilidade de interação com alunos e
professores, mesmo para uma simples conversa. Evidentemente que as
diferenças culturais existem, mas são elas também moldadas pelas
relações de desigualdade da própria sociedade.
No
primeiro contato que tive com a supervisora, ela nos relatou o caso
de duas funcionárias que teriam sido repreendidas por estarem
utilizando os computadores da universidade, afinal o que uma serviçal
quer utilizando um computador? Ela fez essa observação buscando me
alertar para o perigo que era dar “liberdades” para este tipo de
trabalhadores/as, afinal podiam até fazer uma greve.
Neste
caso, além de não reconhecermos estas pessoas como trabalhadoras
que deveriam ter direito a conhecimento e educação, já que elas
compõem o conjunto dos trabalhadores que pagam através de seus
impostos a própria construção e manutenção das universidades
públicas, nós as excluímos de um local que lhes pertence,
negando-lhes o direito de saber ao menos o que significa e para que
serve uma universidade pública.
Ao
perguntar a uma das entrevistadas se ela ou os filhos tinham
perspectiva de cursar uma universidade, a resposta foi um riso que
revelou que essa possibilidade nunca passou sequer pelo horizonte
dela. Todos os filhos de nossa entrevistada estudam, mas nenhum nutre
a “vontade” de ingressar na universidade, ou seja, eles não têm
perspectiva de ingressar no ensino superior, pois desde cedo precisam
se dedicar a trabalhos semelhantes ao dos pais para garantir o
sustento da família. Evidentemente que temos exceções, mas a regra
é que essas famílias mais simples vêem a universidade como um
território intocável que não pertencem ao seu universo proletário.
A eles não é permitido sequer sonhar em ter um filho médico,
advogado ou engenheiro.
Uma
frase que ilustra esse sentimento de esmagamento, embrutecimento e de
consequente sentimento de inferioridade foi dada pela nossa
entrevistada quando eu afirmei que era injusto elas serem tratadas
como diferentes, a resposta veio rápida: “mas nós de fato somos,
estamos em posição de inferioridade, somos faxineiras”. Com isso
ela quis dizer que de fato elas se acham inferiores, a sociedade
consegue naturalizar esta condição de inferioridade.
Nesta
ocasião lembrei do episódio em que o famoso jornalista do SBT,
Boris Casói, em um ato falho por não ter percebido que as câmeras
haviam sido acionadas e que ele estava no ar, ao vivo, falou uma
frase que chocou o país: afirmou que os lixeiros faziam parte da
mais baixa escala do trabalho. Esta afirmação em cadeia nacional,
chocou a muitos, mas apenas revelou como a sociedade se refere às
pessoas mais humildes e mais humilhadas pelo injusto sistema em que
vivemos.
Diante
destas opressões identitárias, pudemos perceber que existem relatos
que vão no sentido contrário também, isto é, alunos que são mais
solidários e que buscam dar algumas palavras e manter uma
aproximação, as vezes fazendo belos gestos e se integrando. Também
ouvimos relatos semelhantes a funcionários da biblioteca e outros, o
que ressalta a existência de um espaço para desenvolvimento de
outros tipos de relações com estes nossos semelhantes.
ALGUMAS
CONSIDERAÇÕES
Conversamos
durante as aulas sobre a cultura como algo inerente ao ser humano,
sua pluralidade, diversidade e sendo exatamente esta multiplicidade
de formas e conteúdos que nos torna diferentes dos demais animais e
nos torna capazes de sobreviver e evoluir em uma escala gigantesca de
situações e ambientes.
Neste
sentido, seria de uma riqueza enorme para nós uma interação
profunda com trabalhadoras portadoras de outras culturas, oriundas do
nordeste, possuidoras de sabedorias e humores, o que possibilitaria
conhecer suas crenças e costumes, trocar algo mais que os simples
serviços braçais que elas nos proporcionam.
Uma
expressão desta riqueza é dada quando observamos as relações
internas deste grupo e podemos perceber, mesmo que ainda
superficialmente, vários exemplos neste sentido, como relações de
solidariedade, amizade, descontração e ajuda mútua, que estas
trabalhadoras, sabedoras do sofrimento de cada uma, buscam
estabelecer. Pude perceber isso nas conversas, nos olhares, no
compartilhamento das marmitas na hora do almoço, na busca por um
descanso após a refeição nos poucos locais onde podem sentar para
descansar o corpo exausto do trabalho extenuante. Essa análise não
exclui o fato de ser possível, mediante observações mais
profundas, perceber graus de reprodução de individualismo, egoísmo
e até de poder entre elas, uma vez que são parte da sociedade que
tem características egoístas e necessariamente absorvem também
esse aspecto.
Constatamos
também as desigualdades na produção das identidades e que estas de
fato não são aleatórias ou surgem de forma espontânea, mas são
construídas em um ambiente contraditório, de disputas por espaço,
de negação de direitos, de discriminações e preconceitos.
Por
isso, precisamos refletir profundamente e cotidianamente sobre a
sociedade que temos e na sociedade que queremos. O mundo e nossas
identidades não são frutos do acaso, mas de relações sociais
historicamente determinadas, fato pelo qual se faz necessário termos
em mente que somos responsáveis na transformação e construção de
identidades melhores para o futuro.
A
aceitação de conviver com as situações de divisão social
relatadas, é também a aceitação velada de uma série de outras
opressões e negações a que somos vítimas todos os dias. Faz parte
de um modelo imposto que nos nega o direito de nos expressarmos
livremente, nega-nos os espaços de convivência e nos impõe um
modelo educativo que tenta nos enquadrar como meros repetidores de
fórmulas adequados às necessidades do mercado.
Como
vimos nas aulas, estas identidades também são permeadas por
relações de poder, se expressando mais claramente na posição
institucional da universidade em relação à pesquisa com todos os
“senões”, na preocupação da supervisora da empresa
terceirizada e na completa vigilância exercida, orientando muitas
vezes as funcionárias a manterem a distância e terem cuidado com o
pesquisador. Ou seja, a negação da identidade como pertencimento
não é algo espontâneo, necessário nem casual, mas parte de toda
uma rede invisível de opressão, vigilância, que tem por objetivo
em uma sociedade dividida em classes, fazer com que cada um se
mantenha em seu lugar.
Por
fim, podemos nos perguntar se de fato é inevitável vivermos em uma
sociedade assim, onde temos a necessidade de termos seres humanos
trabalhando de forma humilhante para servir a setores privilegiados.
Trabalhadores que tem como única função limpar a sujeira que nós
produzimos a todo instante em nossa sociedade de consumo desenfreado.
Outro
questionamento pertinente consiste no que um nativo de uma tribo
isolada pensaria ao ver uma sociedade que alguns limpam a sujeira dos
outros, certamente lhes causaria um tremendo espanto e incompreensão,
na medida que eles vivem em uma sociedade de colaboração e
igualdade. Também se espantariam com a indiferença entre seres
filhos de uma mesma mãe terra e vindos todos dos mesmos úteros e
feitos todos de uma mesma matéria.
CONCLUSÕES
FINAIS
Nosso
pequeno relato é apenas uma interpretação resultante de uma
observação muito superficial dadas as limitações relatadas no
início do texto. Tivemos pouco tempo efetivo e uma integração
superficial rodeada por desconfiança, receio, medo e realizada em
condições inadequadas, limitadas e sob inúmeros empecilhos e
vigilância.
Mesmo
assim, acreditamos que para esta disciplina de Identidade e Cultura,
foi uma pesquisa válida que mostrou algumas relações de
identidade entre estas trabalhadoras tão invisíveis para a maioria
de nós. Esperamos que este simples relato sirva de alguma forma para
lançar um olhar crítico sobre como nos comportamos e nossa
responsabilidade com o mundo em que estamos e que temos a obrigação
com seus rumos e identidades a serem legadas para nossas futuras
gerações.
No
começo fiquei imaginando, como nos posts da professora, em ter um
blogue recheado de fotos de senhoras felizes em serem clicadas, mas
não foi isso que aconteceu. Minhas personagens se sentiram
envergonhadas e se negaram a tirar fotos. Seus uniformes as deixam
feias e elas não se sentem nada interessantes nem estimuladas a se
mostrarem para universidade assim. Têm vergonha do que são, fazem e
não querem que ninguém as vejam assim na internet e em lugar algum.
Preferem mesmo nem serem vistas, serem invisíveis nestas horas.
Fiquei
pensando neste detalhe. Certamente não é a toa o fato de terem
uniformes que mais se assemelham a de presidiários. É parte da
cultura implantada pelas empresas para que estas trabalhadoras se
sintam realmente em situação de total inferioridade e mesmo de
humilhação. Depois desta observação desisti de tirar fotos, pois
de fato não tinha nenhum clima neste relato para imagens de pessoas
felizes e sorridentes.
Não
se trata de elas serem ou não pessoas felizes e bonitas, mas a
circunstância de opressão e discriminação a que cheguei a
concluir, existentes em um grau que não imaginava no início, me fez
perceber que não caberia ilustrar desta maneira o trabalho. O clima
não era propício.
Finalizo
agradecendo a oportunidade de fazer este trabalho que muito me
engrandeceu como pessoa e como ser humano, no qual pude me passar em
revista, rever atitudes e pensar no que não tenho feito, no que
posso fazer e na minha responsabilidade com o mundo que me rodeia.
Espero que alguém leia e de alguma forma compartilhe a experiência
que tive.
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