Neste dia achei a aula muito interessante, passei a compreender melhor a ideia de fazer um diário no blog para expor minhas impressões, reflexões sobre as aulas, sobre pesquisas a serem desenvolvidas e sobre as identidades percebidas ao redor. Achi que a turma estava mais integrada, interagindo melhor e superando a fase de espanto inicial causada pela metodologia das aulas.
Foi bastante interessante a discussão propiciada sobre as trocas, pudemos saber coisas sobre nossos colegas, conhecer um pouco mais sobre os gostos, o significado para cada um dos objetos levados para troca e que cada um fazia questão de apresentar como um pouco de si que estava ai naquele objeto que estava sendo oferecido a todos. Cada livro, cada roupa, colar, etc...tudo possuía um significado e uma história com aqueles que os levaram e estas histórias eram narradas como que para falar um pouco de si para os demais, todos queriam assim dar um pouco de si para o coletivo.
Os filmes apresentados do korosawa e do Hélio Leites nos trouxeram reflexões importantes sobre a vida, a natureza, sobre importância que devemos dar as coisas mais simples e que as vezes podemos estar dando demasiada importância a tecnologias, bens materiais, dinheiro, aparências e perdendo as coisas mais importantes para o ser humano.
Voltei para casa refletindo sobre muitas coisas e pensando sobre o que poderia fazer minha pesquisa. Acho que gostaria de fazer algo que pudesse contribuir de alguma forma para mudar ou melhorar esta relação das pessoas que infelizmente não são incentivadas a viver coletivamente, a ter uma relação mais humana. Pelo contrário o que existe é uma profunda propagação e facilitação do individualismo, egoísmo, consumismo desenfreado, etc...Uma coisa que a professora falou ficou em minha cabeça: vivemos uma contradição. Nunca foi tão fácil ter acesso a livros, a comunicação, mas as pessoas parecem que vivem cada vez mais distantes, dão menos importância aos livros, leituras, etc...Acredito que esse é um efeito perverso deste modo de vida que aliena os seres humanos, tira o significado do seu trabalho, estabelece um total controle sobre a sociedade...
Lembrei da fala de Hélio Leites quando relata seu diálogo com o desempregado na feira que lhe pergunda onde deve procurar trabalho e ele responde "entre a gente, procura entre a gente" e fala que a pior coisa é fazer o que não se gosta, que é inconcebível os nossos olhos, que piscam, que choram, serem obrigados a trabalhar com o que não gostam...Achei essa reflexão fantástica e tão simples...
A busca de uma vida completa, com as tristezas e alegrias, vida plural, complexa e prazerosa devia ser realmente o objetivo de todos os seres humanos.
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