segunda-feira, 7 de julho de 2014

Inicio da leitura de "A Interpretação das Culturas" e reflexão sobre possibilidade de tema para pesquisa...

Iniciei neste fim de semana a leitura do livro Interpretação das Culturas de Clifort Geertz. Eu já havia lido dois capítulos do livro em disciplinas anteriores que são O impacto do conceito de cultura no conceito de Homem e A briga de Galos em Bali. Desde então tinha uma grande vontade de estudar toda a obra e compreender um pouco a visão do autor sobre os símbolos, os conceitos de cultura, a relação destes conceitos com a evolução do homem, o papel e os métodos da antropologia social, etc.. Consegui terminar o primeiro capítulo e pude verificar que é uma leitura bastante densa e que nos traz teses muito importantes.
Pude até agora refletir o papel desempenhado pelo antropólogo, como realiza sua pesquisa em campo, como realiza suas descrições, interpretações dos símbolos, buscando uma interpretação, construindo teorias, conceitos, definições que visam registrar de forma interpretativa as culturas as quais ele se propõe estudar e deixar sua contribuição para o conhecimento destas sociedades.

Para mim esta leitura trará diversos elementos novos para minha leitura do mundo, uma vez que traz não só os pontos de vista de um grande cientista social, mas que também traz em sua fundamentação um estudo que relaciona com os dados mais atuais da ciências sobre o desenvolvimento seja cultural e biológico.

Estive pensando um pouco mais sobre que assunto irei realizar minha pesquisa, pensei na possibilidade de estudar os trabalhadores da universidade, aquelas mulheres e homens que trabalham nas empresas terceirizadas, na limpeza, nas portarias, na segurança, motoristas, etc...fiquei pensando quem são, onde moram, qual sua situação de vida, como eles veem a universidade, como se relacionam(ou não) com alunos e professores e com demais funcionários concursados da universidade. Será que damos o devido valor a estes profissionais que são fundamentais para nossa permanência na universidade, será que eles não são descriminados por nós de alguma forma?? quantos lhes dão pelo menos um bom dia?? será que são invisíveis para a maioria???

Pensei nesta possibilidade, mas ao mesmo tempo no tamanho da tarefa, das entrevistas necessárias, conversas, não sei se teria tempo ou se não seria uma tarefa demasiada para ser realizada em apenas 3 meses...preciso refletir melhor e ver as condições para realizar esta tarefa...


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