sexta-feira, 25 de julho de 2014

Esta semana iniciei meu trabalho em campo buscando estabelecer os primeiros contatos com elas, busquei fazer este contato da forma o mais natural possível e optei por visitá-las no horário do intervalo do almoço, pois imaginei que seria mais conveniente que abordá-las no corredor. Não sei se todos sabem, mas todos os trabalhadores das empresas terceirizadas almoçam em uma copa que fica no piso inferior ao restaurante universitário, com a entrada pelo outro lado. Esta localização, separada e no piso inferior me chamou a atenção.
Cheguei já quando elas estavam terminado de almoçar. Algumas estavam sentadas no chão pelo lado de fora do prédio descansando, outras ainda terminavam de comer. Me apresentei, pediram que eu entrasse. No primeiro momento falei apenas que era aluno, que estava ali porque gostaria de conhecê-las, algumas ficaram curiosas e ao mesmo tempo me pareceram surpresas com o interesse e pelos olhares faziam vários questionamentos...depois do primeiro choque apresentei meu interesse acadêmico nas conversas com elas, mas expliquei que também gostaria de contribuir de alguma forma para a relação delas na universidade e melhorar a própria universidade.
Em pouco tempo, para minha surpresa, o gelo estava quebrado. Me ofereceram suco e eu aceitei. Não fiz muitas perguntas, pois meu objetivo nesta primeira visita era apenas fazer essa aproximação, ganhar a confiança, apresentar ainda que superficialmente meus objetivos. Acredito que fui bem nesta primeira tarefa. Antes de sair, chegou uma das coordenadoras que supervisiona a limpeza de um dos blocos, com quem eu já avia falado antes. Ela veio falar comigo e expôs que por orientação de sua chefe, não seria bom que eu falasse diretamente com as funcionárias e que elas - as coordenadoras- poderiam me fornecer qualquer informação que eu desejasse sobre elas. Disse ainda o seguinte "temos que ter cuidado, porque você sabe como é trabalhador, se você der o pé, ele já quer a mão" e me contou que algumas das moças outro dia e queria até usar os computadores da faculdade.
Expliquei pacientemente que minha pesquisa deveria ser um relato das impressões diretas e que portanto precisaria ter o contato com elas, dai ela me passou o contato do chefe da Prefeitura Universitária ao qual eu deveria procurar para obter a autorização para as visitas.
Hoje consegui falar com o responsável da prefeitura universitária que foi bastante simpático e aparentemente não se opôs a pesquisa, mas me solicitou que fizesse o pedido por e-mail e que seria de fato necessário a autorização para que a pesquisa fosse realizada.











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